… do meu último texto aqui nessa plataforma. Eu escrevia sobre maternidade e como o meu filho, na época com 2 aninhos, havia me invadido e me transformado em uma nebulosa de emoções. Eu ainda não sabia, mas essa invasão era o começo da minha transformação em mãe.

Afinal, agora eu sei que a mãe não nasce a partir do nascimento do filho, ela começa a torna-se a ser… um movimento em eterno gerúndio.

Conheci meu filho por foto

Durante minha gravidez li diversos relatos de parto, principalmente de cirurgias cesáreas, a que escolhi para mim. Eu sentia a necessidade de conhecer, minimamente, o que me esperava e quais passos seriam seguidos, o que eu poderia sentir ou não. Nunca idealizei o momento, apesar de estar eufórica e super ansiosa para conhecer logo meu filho. Sabia da possibilidade de não sentir aquele amor sem medidas instantaneamente no momento em que visse meu filho. De fato, não senti, apesar de estar plenamente feliz em conhecê-lo. Pra mim, o momento que caiu a ficha, que senti o maior amor do mundo…

O Pedro tem quase 1 aninho e eu ainda estou tentando digerir o que é a maternidade. O óbvio pra mim é o novo sentido dado ao amor: é uma coisa gigante, maravilhosa, tudo aquilo que sempre falam, mas que só se sabe quando se sente. O outro óbvio é que eu me tornei uma pessoa sentimentalmente bastante confusa! Da imensa sensação de paz interior e felicidade completa à fúria assustadora, se passam segundos (né, Chris?). E essa instabilidade tem me desestabilizado bastante! Não quero ser assim!A trabalhar…

Algumas outras certezas que pairam nessa bagunça que é a maternidade: minha…

Sobre a insensatez da curiosidade humana

Tenho um bebê de quase 10 meses que usa botinha ortopédica, desde os três meses, para correção de pé torto. Desde então venho lidando diariamente com olhares curiosos, perguntas descabidas e abordagens mal educadas, em sua grande maioria. As pessoas, desconhecidos que nunca mais verei, se aproximam para comentarem sobre as botinhas ortopédicas. ‘O que aconteceu com os pezinhos dele?” “Para quê são essas botinhas?” “Não estão muito apertadas, mamãe?”. À parte do incômodo que é responder ao mesmo tipo de questionamento to-dos-os-di-as-nos-úl-ti-mos- me-ses, minha reflexão é sobre o limite e insensatez da curiosidade…

Eles estão por toda parte, fazem parte do nosso convívio, seja no ambiente familiar, no trabalho, no trânsito, na fila do banco. São pessoas que têm o poder de me tirarem o equilíbrio, apesar de sempre tentar me tornar melhor apesar deles.

Lembro da primeira vez que consegui fazer das acões de um idiota, uma limonada. Estava em um processo de mais de um ano de trabalho e precisava das orientacões do idiota para finalizar com êxito a empreitada. O idiota, sempre me enrolando, me deixou de lado e tive de me virar. Me virei, procurei outra pessoa que pudesse…

Eu demorei algum tempo para entender que está tudo bem se você não se encaixa na vida que esperam que você viva; aquele roteiro brasileiro classe média pré estabelecido de ser o melhor aluno/profissional, ter um emprego regular, viajar para a Disney aos 15 anos, ou fazer festa de debutante, ou qualquer outro evento que se enquadra na na fase da vida em que você está passando e que esperam de você.

Apesar de saber que está tudo bem, que o mundo é grande e que as regras daqui podem e devem ser relativizadas, me vi dentro da armadilha novamente…

Preciso começar dizendo que minha concepção de deus se aproxima muito mais de um complexo em que se misturam natureza e homem e tudo o que resulta dessa relação, como energia, sentimentos, etc, etc. Meus momentos com deus acontecem quando sinto amor pelo meu marido ou conforto e serenidade ao olhar o mar, por exemplo. Pra mim, deus acontece nas interações da vida; são sentimentos bons. O meu deus, nem de longe, se aproxima de qualquer instituição religiosa, de regras e dogmas que devem ser seguidos para se provar qualquer fidelidade a deus. Acho que posso resumir meu deus em…

Zaíra Bosco

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